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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resgate histórico em sala de aula

7º ANO B (MANHÃ) 

Durante esta semana que antecede o carnaval, a escola resgatou a história dos antigos carnavais baseando-se na contribuição cultural que o próprio Edgar Nunes Batista deu pra cidade de Gravatá; renascendo assim a história do bloco da Carolina na folia, criado e idealizado pelo nosso patrono Edgar Nunes em 1958. Os alunos produziram máscaras, textos de marchinhas carnavalescas e, de acordo com sua imaginação e criatividade, apresentaram suas versões da "Carolina". Esse estudo da vida do nosso estimado Edgar Batista só está começando, neste ano ele completaria 90 anos se estivesse vivo e durante todo o ano letivo nossos alunos terão mais oportunidades de acessar suas obras com a colaboração de sua filha e gestora da nossa escola: Susana Batista.


WANDERSON PATRÍCIO (ALUNO E ARTISTA DO 7º ANO B)


ATIVIDADE DO 7º ANO B (MANHÃ)

ATIVIDADE DO 7º ANO A (MANHÃ)






Cia. de Dança Reverso e JÓ SILVA : Participação especial no bloco Carolina na folia na EENB


CAROLINA NA FOLIA! Olha só quem estará conosco na próxima sexta-feira dia 28/02: 
CIA DE DANÇA REVERSO - JÓ SILVA com muito frevo no pé!!!! 
Não poderia faltar néh???!!!! Concentração na frente da escola EENB - Av. Agamenon Magalhães, 162. Gravatá/PE às 8:00 horas da manhã, ok! 

Resgatando a história: Carolina na folia


Neste ano de 2014 nosso patrono Edgar Batista completaria 90 anos se estivesse vivo, por isso a EENB - Escola Edgar Nunes Batista está vivenciando com os alunos a história deste homem e renascendo o bloco da CAROLINA NA FOLIA. Participe conosco nesta sexta-feira dia 28/02 às 8:00 horas da manhã (concentração na frente da escola). Vamos valorizar o que é nosso! Vale a pena relembrar esta época com algumas imagens de 1958 a 1964.

















CAROLINA NA FOLIA


CAROLINA NA FOLIA: é o nome do bloco carnavalesco criado por Edgar Nunes Batista em 1959 e que abrilhantou os antigos carnavais da nossa querida Gravatá! 

Conheça um pouco de sua história:

NO CARNAVAL DO ANO DE 1958 NASCIA UMA TROÇA CARNAVALESCA DENOMINADA “CAROLINA NA FOLIA”. ORGANIZADO POR EDGAR NUNES BATISTA E SEUS AMIGOS QUE SENTIRAM A NECESSIDADE DE ANIMAR AINDA MAIS OS CARNAVAIS DE GRAVATÁ, O BLOCO ERA MARCADO POR UMA BONECA GIGANTE CRIADA PELO PRÓPRIO EDGAR NUNES: MEDINDO 2,75 METROS DE ALTURA, FISIONOMIA GROSSEIRA E CORPO FACEIRO, ASSIM ERA CAROLINA, CUJA TABULETA QUE ACOMPANHAVA COMO ESTANDARTE LEVAVA A SEGUINTE MENSAGEM: “CAROLINA NA FOLIA”. UMA ORQUESTRA COMPOSTA DE UMA SANFONA, UM TROMPETE, DOIS VIOLÕES, UM PANDEIRO, UM TRIÂNGULO, UM GANZAR E UM TAMBORIM ACOMPANHAVAM OS FOLIÕES PELAS RUAS DA CIDADE CAUSANDO MUITA ALEGRIA.
EM 1960, “CAROLINA NA FOLIA” GANHOU UMA SEDE, ONDE OS BAILES DE CARNAVAL ERAM REALIZADOS NUM SALÃO DESDE O SÁBADO DE ZÉ PEREIRA ATÉ A TERÇA-FEIRA, ÚLTIMO DIA DA FOLIA. GRANDE ERA O ENTUSIASMO E A HARMONIA DOS COMPONENTES DA TROÇA.
OS ANOS FORAM PASSANDO... EM 1961, CAROLINA PASSAVA NAS RUAS AGITANDO O POVO DE GRAVATÁ. EM 1962, POR FALTA DE ENTUSIASMO DOS COMPONENTES DA TROÇA, A CAROLINA NÃO SE APRESENTOU. EM 1963 FALECIA O PAI DE EDGAR NUNES E POR MOTIVO DE LUTO NÃO HOUVE A APRESENTAÇÃO DA TROÇA. FINALMENTE EM 1964, COM A AJUDA DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA LOCAL, CAROLINA SAIU NAS RUAS, NÃO MAIS COMO UMA SIMPLES TROÇA, MAS COMO UM CLUBE CARNAVALESCO... ES ASSIM ENCERROU SUA HISTÓRIA.
(TEXTO EXTRAÍDO DOS ESCRITOS EDGAR NUNES BATISTA)

CARNAVAL 2014 NA EENB


Próxima sexta-feira 28/02 tem carnaval na EENB e você não pode perder! Vamos resgatar a história e colocar nas ruas da cidade um bloco criado em 1959 pelo nosso patrono Edgar Nunes Batista: CAROLINA NA FOLIA!! Todos estão convidados: alunos, pais, professores e funcionários! NÃO PERCAM! Concentração na frente da escola às 8:00 horas da manhã, ok!

sábado, 17 de março de 2012

Parabéns EENB!

Escola Edgar Nunes Batista 
11 anos Educando Gerações
março-2001/março-2012

Edgar Nunes Batista - nosso Patrono

terça-feira, 22 de março de 2011

Obras de Edgar Nunes



Um matuto no shopping

Encontrei um matuto no shoppin
Foi a coisa mais engraçada
Ele olhando todas as coisas
E com medo de subir as escadas
E o povo que ali passava
Com gracejo lhe olhava 
E todos caiam na risada.

Apensando ele o que o povo
Estava lhe achando bonito
Ele penteava os cabelos
E na boca tinha palito
De calça, paletó e chapéu
Uma gravata de papel
Sapatos na cor de granito.

Eu vendo aquele matuto
Fui logo chegando pra perto
Quando bem me aproximei
Tudo ai foi descoberto
Pelo corpo e o tamanho
Vi  logo não ser estranho
Pois era meu amigo Déto.

Era Déto com sua netinha
O que ela pedia ele comprava
Era carrinho, era boneca
E um macaco que falava
O vovô com o braço cheio
E depois ficou alheio
Sem saber onde pagava.

Ficou pra lá e pra cá
Sem saber o que fazia
Se sentou em um batente
Ele, a neta e o vigia
Já tremendo e pouco gago
Perguntou: onde é que eu pago?
Toda essa mercadoria?

Mas depois que lhe ensinaram
Pagou tudo o que devia
Quis depois voltar para o carro
E não soube como saia
Andando pra lá e pra cá
Escorregando ali e acolá
Quase, quase caia.

Até que chegou no carro
Com toda sua alegria
E para o Déto  não me ver
Com cuidado eu me escondia
Mas, depois desse momento
Pra sair do estacionamento
Eu, Edgar, não sabia.

É por isso que eu digo:
Ouvir e ficar calado
Como também sou matuto
Pra mim deu tudo errado
Por isso que diz o cujo:
Todo aquele que é sujo
Não fala do má lavado.

FIM


Oficina Nunes

A oficina que faz tudo sem ter diploma de nada
                    Rua São Paulo, 83     Gravatá -PE
                    Responsável : Edgar Batista

Em sete versos somente
Vou fazer minha propaganda
O resto é o seu critério
Pois o freguês é quem manda
Para o amigo comprovar
Procure logo Edgar
É quem a oficina comanda.

Eis a oficina Nunes
Que topa qualquer parada
Com serviços criteriosos
E cobrando quase nada
Com técnica e sem estudo
E a oficina que faz tudo
Sem ter diploma de nada.

Conserta maquina de escrever
E maquina de calcular
Conserta registradoras
E maquinas de somar
Conserta batedeiras
E também enceradeiras
E maquinas de grampiar.

Conserto fero de engomar
E também de liquidificar
Secador de cabelos
Bem como aspirador
Até ia me esquecendo
Que também estamos fazendo
Conserto em ventilador.

Fazem –se muitas criações
Na parte d artezanato
Representando o nordeste
Com semelhanças de fato
Fazendo com perfeição
Idêntica  comparação
Do povo que vive no mato.

Procure a oficina Nunes
E tenha tranqüilidade
Ela é um pouco escondida
Mas é dentro da cidade
Procure por Edgar
E o povo lhe ensinará
Com toda sinceridade.

Espero sua visita
Com grande satisfação
Tenho a honra de o receber
Quer o negocio ou não
Sempre tive isso comigo
Pois receber um amigo.
É dever de gratidão.

FIM

Gravatá tem de tudo

Em Gravatá tem de tudo.
De tudo que procurar
O que é bom o que é ruim
Ao modo que desejar
De pessoas apelidadas
Outras das coisas sagradas
Como aqui vou explicar.

Tem Piquira caçador
Cuíca com sorveteria
Tem Catito que é bicheiro
Tem Grilo que é vigia
Tem Pudim empresário
Tem mutuca Funcionário
E Jacó com Funilaria.

Tem Gavião vendendo maçã
E gavião que é fateiro
Tem machado que é policial
E Pitimbu marceneiro
Tem macambira lojista
Tem Dispido  Evangelista.
E tem lobinho hoteleiro.

Tem lima que é militar
E manga rosa patrulheiro
Tem Cuscus que  vende rifa
E Pinico Vêrde ferreiro
Boi doido tem oficina
Tem o mecânico gasolina
E jacaré que é toureiro.

Gelo engraxa sapatos
Pé de Taboa é jogador
Tem santo que é sargento
Jaca mole é varredor
Tem pingüim marceneiro
Tem Serra Verde barbeiro
E Arara que é caçador.

Manuel que se chama João
E tem onça que é boleiro
Canjica tem carro de praça
E França que é padeiro
Tem Bispo que é marchante
Tem Prequé que é despachante
E casa comercial de Cabelo.

Tem traira balconista
Tem coruja cozinheiro
Topo gigio vende lanches
E tem cavalo açougueiro
Carranca é funcionário
Tem Cobra proprietário
E tem Bita serralheiro.

Para vedes em Gravatá
Por Santana é abençoada
Pelos homens aqui da terra
Está sendo desprezada
Por tudo que tenho visto
Até os Apóstolos de Cristo
Vivem nesta terra Sagrada.

Tem Isaac ,tem João batista
Tem Jacó, tem Ananias
Tem Moisés, tem Madalena
E o profeta Isaias
Tem até Judas Tadeu viveu
Em nossas periferias.

Tem muitos e muitos outros
Que o papel não cabe mais
Aguarde a segunda edição
Que muitas surpresas lhe traz
Irei fazer a pesquisa
Para ver se realiza
Trazendo com gosto de gaz.

Fim


VEM MAIS POR AÍ .... O Acervo do nosso artista gravatense é vasto e repleto de riquezas, muitas de suas obras podem ser lidas no Memorial de Gravatá. Vale a pena!




PAI NOSSO CASAMENTEIRO

         Atenção para moças que pretendem se casar é apenas ler este folheto, meditar, fazer seu pedido e será atendida, desde que suas intenções sejam boas.Tudo depende do seu coração para com Deus.

1

Esta vida de solteira
Já suportar eu não posso
Valei-me meu bom Senhor
Com todo poder que é vosso
Diante de tua bondade
Mostrai que és PAI NOSSO.

Me sinto aprisionada
Sozinha como um réo
Mas espero logo em breve
Estarei de capela e véu
Recebendo o matrimônio
De vós QUE ESTAIS NO CÉU.

Quero um rapaz elegante
Bem bonitinho e educado
Que seja um bom marido
E tenha emprego arrumado
Pra guardar em meu coração
O seu nome SANTIFICADO.

Eu tenho dentro do peito
Um ardor que me consome
Em procurar um rapaz
Que em seus braços me tome
E meu filho que nascer
Também SEJA O VOSSO NOME.


2

Tendes sido sempre bom
Para quem recorre a voz
Fazei com que eu me case
Saindo de uma vida atroz
E que sua bênção Divina
Sempre e sempre VENHA A NÓS.

Para ti oh meu bom pai
Eu quero fazer um apelo
Não irei ficar zangada
Caso não possas faze lo
E que eu tenha belo lar
Parecido O VOSSO REINO.

Mas se vedes que não caso
Meu pedido não aceita
Faça sempre uma forcinha
Pra que eu fique satisfeita
Mas se ver não ser possível
Sua decisão SEJA FEITA.

Se vou ficar solteirona
Me tire desta cidade
Me bote para bem longe
Ou mesmo pra eternidade
De nada recusarei
Farei A VOSSA VONTADE.

3

Se não cumprir o desejo
Que no meu peito se encerra
É como viver lutando
Como o soldado na guerra
Antes, mil vezes morrer
Que viver ASSIM NA TERRA.

A moça que casa é feliz
A solteira é como fel
Vive presa aos grilhões
Nas grades como um réu
Agora, se eu casasse
Viveria COMO NO CÉU.

Quem casa será feliz
Mas tendo o amparo vosso
Nada nos faltará
Afirmar isso eu posso
Trabalhar com firmeza
Para adquirir O PÃO NOSSO.

Cuidar da casa e do esposo
Viver na paz e harmonia
Cuidando da minha prole
Deixando toda a orgia
E assim que deve ser
Meu pensar DE CADA DIA.

4

Quando vós aqui na terra
Só apóstolos tinham doze
Eu desejaria somente
Que em meus braços repouse
Já que não deste há mais tempo
Espero que NOS DAI HOJE.

Meu bom pai me perdoai
Por essas minhas exigências
É que creio muito em voz
E não sigo outras crenças
Por eu ser uma pecadora
PERDOAI NOSSAS OFENSAS.

Se eu casar com quem amo
Renderemos louvor a voz
Junto a teu santo nome
Nunca estaremos a sós
E que sejam todos felizes
Bem ASSIM COMO NÓS.

As ofensas e as maldades
Que no mundo suportamos
Mas tendo esposo e lar
Todos sacrifícios passamos
E tendo as graças do Senhor
Tudo em fim PERDOAMOS.

5

Eu peço a voz e imploro
Quando eu tiver meu marido
Quem quizer nos separar
Seja por voz impedido
Dando seu puro perdão
A QUEM NOS TEM OFENDIDO.

Meu Deus, humilde vos peço
Que nunca nos abandoneis
Suportar um tal desgosto
De solteira ou viuvez
Vos peço de coração
Isso NÃO NOS DEIXEIS.

Livrai-me de todo mal
Do ódio e da perseguição
De perder a virgindade
E cair na prostituição
Livrai-me meu bom Jesus
De CAIR EM TENTAÇÃO.

A voz pai que estás sentado
Em seu trono imperial
Rogamos o vosso perdão
Como um pai Celestial
Com vossa bênção Divina
Assim LIVRAI-NOS DO MAL.

6

Em meu pedido sincero
Me ajoelho aos pés da Cruz
Vos peço que me ilumine
Aos raios de tua luz
Nada mais eu vos peço
Assim seja AMEM JESUS.

 FIM

*******************************

PROGRESSO E EVOLUÇÃO DOS TEMPOS


                                                     
Este folheto lhe é oferecido
gratuitamente com o patrocínio
exclusivo da firma:

JOSÉ DE LEMOS
Com filial à Rua Cleto Campelo, 87 nesta cidade.

_ 1 _

Diminuo a cinqüenta por cento
Tudo que vou relatar
Quero ser franco e não posso
Para a muitos não agravar
A coragem não me falta
Mas a timidez se exalta
Quando tenho de falar.

Progresso? O que é progresso?
É o que nós estamos vendo:
As cidades se ampliam
Dia a dia vão crescendo
As florestas devastadas
As fruteiras derrubadas
Nossa fauna desaparecendo.

É maravilhoso é ótimo
O processo que falamos
Vem daí a civilização
Porém não nos conformamos
Deus, que fez a natureza
Cheia de tenta beleza
E nós mesmos, a acabamos.

Progresso, evolução,
Belas palavras a se pronunciar
Aviões, foguetes que vão a lua
Submarinos e navios no mar
A medicina e a cirurgia
Sempre e sempre se amplia
E os males não podem acabar.

_ 2 _

Crescem os meios industriais
Também cresce a população
Crescem os males, os acidentes
Cresce a peste da poluição
Cresce o má, cresce a miséria
Cresce o crime contra a matéria
Que é o crime da prostituição.

Progresso! É tudo isso
Evolução é muito mais
A desobediência a Deus
Desobediência aos pais
A falta de critério
O aumento do adultério
De tanta gente incapaz.

Que mocidade tão bela
Mas com idéia estranha
Uns vivem acorrentados
Ao vício da maconha
Sabendo que o intorpecente
Enlouquece muita gente
Por ser terrível peçonha.

Antigamente não se via
Hoje, não vê quem não quer
Mulher que vira homem
E homem que vira mulher
Por simples operação
O médico resolve a questão
Ao modo que você quiser.
_ 3 _

Homem de cabelo grande
De bobe com maquiagem
Usando calça comprida
E fazendo tatuagem
Se casa, o filho acompanha
Essa moda sem vergonha
E segue a mesma embalagem.

Cantam com voz de mulher
E diz-se que é progresso
Até parece mentira
Mas é verdade, confesso
Até ganham em primeiro lugar
Aquele que assim cantar
Na parada de sucesso.

O povo amedrontado
Reclama em alta voz
Com medo de Tapacurá
E da barragem de oroz
Em Recife há inundação
Até no alto Sertão
Tem seu destino atroz.

Sendo pobre ou rico
Sempre andará assombrado
O rico não pode dormir
Porque o pobre está acordado
O pobre não pode agir
Porque o rico sem dormir
Não poderá ser roubado.

_ 4 _

Tem subversivo e terrorista
E tem os seqüestradores
Que amedrontam o mundo inteiro
Das leis não tem temores
E o mundo está assim
Cheio do que é ruim
Nos trazendo dissabores.

O homem explora os astros
Retira da terra o alimento
Como seja, o petróleo
Que para o eixo é sustento
Nos tira até a visão
Com satélites, foguetes e avião
Ocultando o firmamento.

Ouça uma canção antiga
E ouça uma canção atual
E compare suas letras
Até mesmo o ritual
Que diferença, que tristeza
A canção antiga, que beleza
É uma canção natural.

A canção moderna não tem expressão
Sem nexo e muita imporal
Algumas se aproveita
Sempre fugindo do ideal
Algumas que tenho visto
Mencionam até Jesus Cristo
Nosso pai Celestial.

_ 5 _

Com Jesus Cristo ninguém brinca
Não faz música de forró
É melhor que o compositor
Prossiga com o carimbo
É música mais popular
Se toca em qualquer lugar
E dar mais certo ao chodó.

As buzinas, as fumaças
Os perigos nas estradas
Isso é que lava o homem
A mortes inesperadas
Com derrame cerebral
Com os enfartes mortal
Antes das horas marcadas.

Ainda há tranqüilidade
Não total, talvéz
É o homem do sertão
É aquele campones
Mas, tem radio e televisão
Que mostram a depravação
Com toda sua nitidez.

Todo homem de bem
Se envergonha de viver
Num antro tão vicioso
Como êsse que estamos a ver
Tudo, tudo é hipocrisia
Até mesmo a sabedoria
Está prestes a morrer.

_ 6 _

Não quero dizer com isso
Que seja eu um profeta
Sou apenas um observador
Da base quando é concreta
Não sou Engenheiro, nem construtor
Não sou sábio nem sou doutor
Mas trouxe o dom de poeta.

Meus versos não são perfeitos
Falo a verdade não minto
Das minhas cordas vocais
Só saem aquilo que sinto
Não cursei em faculdade
Mas Deus me deu êsse instinto.


Só peço ao nosso bom Deus
A nossa regeneração
Que cubra de sapiência
Essa nova geração
Que passe a borracha no errado
Que nos volte ao passado
Para nossa salvação.

Que nossos filhos não sigam
As coisas que estamos vendo
Os êrros da humanidade
Que dia a dia vamos crescendo
Que o progresso vá a frente
Mas, de modo diferente
Do que está acontecendo.
_ 7 _

Para encerrar meus versos
Reservei êste espaço
Para dizer um adágio
Que há muito tempo eu faço
Sempre digo a quem comando
Fazei sempre o que mando
E nunca fazei o que faço.

Bem sei que a mocidade
Não vai dar crenças a mim
As palavras que menciono
Aqui mesmo terão seu fim
A verdade tive de falar
Custe o que bem custar
Meu modo será assim.

Com o progresso que vos falo
Nestas coisas se encerra
Vê-se estrondos rigorosos
É Deus abalando a terra
A lavoura a seca come
O Brasil chora com fome
E estrangeiro na Guerra.

Desculpe a ousadia
De um poeta indiscreto
Talvéz eu esteja errado
Mas para mim é concreto
Gosto de dizer o que sinto
Talvêz você acha que minto
Mas, eu acho que estou certo.

Fim
_ 8 _

A casa José de Lemos
Se filiou em Gravatá
Para engrandecer o comércio
E oportunidade lhe dá
Quer seja à vista ou a prazo
Você tem aonde comprar.

Tem rádios e radiolas
Fogões e geladeiras
Tem móveis de toda espécie
Liquidificadores e enceradeiras
Finalmente, o que procurar
Em José de Lemos vai encontrar
E paga de todas maneiras.
__________________________________________
José de Lemos
Rua Cleto Campelo,87 – Gravatá - PE



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          Autor: Edgar Nunes Batista
      Gravatá -PE